O RAPTO DA EUROPA
O RAPTO DA EUROPA,
Por António Serzedelo, editor
Ƒinalmente o Tratado de Lisboa vai ser posto em pratica, depois de estar em banho de maria, e posteriormente raptado , primeiro pelo referendum da Irlanda, depois pelo Republica Checa devido ao seu Presidente Vaclav Klaus , um euroceptico, ultra liberal, se ter negado a assina-lo.
Ele não esperava que a Irlanda no seu referendum viesse a votar, sim , pelo que quando isso aconteceu avançou com mais duas peças de impecilho da sua estratégia algo patológica,para impedir a nova construção europeia,agora com novos processos de votação,para não voltar a ficar presa destes casos .
Por um lado exigiu ,já fora de tempo, que a República Checa fosse excluída da Carta de Direitos Fundamentais, tal como acontecera em devido momento, com a Polónia e Inglaterra, por outro lado fez avançar em Setembro deste ano, 17 senadores do seu partido, que questionaram o Tribunal Constitucional Checo, se o Tratado não seria anticonstitucional. Isto depois do Parlamento já o ter aprovado, e o Primeiro Ministro se ter comprometido perante instancias europeias, com a sua assinatura.
Mas Vaclav Klaus prosseguiu na sua estratégia de ganhar tempo, e de destruir a Europa pois pensou que o supremo tribunal não decidisse imediatamente ,e então só se voltaria a reunir na Primavera de 2010, o que daria tempo para David Cameroun, líder dos conservadores ganhar em Inglaterra, como parece poder vir a acontecer, e então ele próprio propor também um referendum aos ingleses , como o tinha anunciado, pais onde a ideia de Europa não é muito popular.
A sua objecção à Carta de Direitos Fundamentais, era por causa da região dos Sudetas, territórios parte da República Checa , fazendo recear que uma Alemanha, subitamente revanchista ,quisesse vir a recuperar as terras confiscadas a quase três milhões de falantes alemães, que tiveram de sair da Checoslóvaquia em 1945, depois do fim da 2ª guerra mundial .
De facto, este assunto já estava há muito resolvido quando das negociações para assinatura da Carta de Lisboa, e com os Decretos Benés, porém Vaclav Klaus resolveu levantar de novo esses demónios,sobretudo para consumo interno, por razões de popularidade ,onde estas questões ainda tem alguma vivacidade..
Entretanto a sua estratégia suicida, foi se vendo encurtada, porque a Irlanda aprovou o tratado , o supremo tribunal checo declarou pela segunda vez , que não havia nenhuma inconstanticionalidade, e David Cameroun líder dos tories ingleses, , fez uma declaração oficial em que retirava das suas propostas eleitorais a proposta de referendum .
Vaclav então , e enfim, assinou o Tratado ,para grande alivio dos europeus, ,mas mal depositara a caneta, exclamou : a Republica Checa acaba de perder a sua independência!
Agora, os lideres europeus têm de se mostrar à altura deste grande desafio que é a construção da Nova Europa.
O primeiro sinal serão as escolhas do Presidente do Conselho Europeu, e do represente do Ministro dos Negócios Estrangeiros, a seguir, o acordo sobre as mudanças climáticas na cimeira de Copenhaguen que tem estado em parte congelada por causa destes episódios, e de que depende o futuro de toda a Humanidade.
Publicado: 8 / Novembro / 2009 | Categoria(s): Geral, Democracia, Política.
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