VA 202, 4 Entrevistas: enfermeira Ana Campos Reis, Stª.Casa da Misericórdia, Raul Mesquita sobre a Palestina, Júlia Coutinho e as causas que defende, e Renato Epifânio da revista Nova Águia.
Recomeça o VA deste ano que se inaugura ao fim de uma semana muito quente por causa da questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Depois de aprovada no Parlamento, a lei segue agora para o Presidente da República para assinatura, mas entretanto notou-se uma total indiferença no público em geral e até junto de grande parte da comunidade gay, depois da sua aprovação.
Em todo o caso, não é demais dizer que se deu um grande avanço civilizacional, cultural e social com esta lei. E é sintomático referir, que a 1ª lei republicana aprovada no Parlamento este ano, do centenário das comemorações da implantação da República, que agora se comemoram, seja justamente uma lei dos casamentos civis que alarga a sua abrangência a toda a sociedade.
Estão de parabéns todos os portugueses, e neste momento Portugal é para os países lusófonos ou da CPLP um farol de esperança no campo dos Direitos Humanos. Por toda a Europa, e no Mundo, o que aqui aconteceu foi noticiado, como um passo em frente na luta global pela Igualdade. Estão também de parabéns todas as ONG’s, grupos, blogues, associações em geral, e lgbt em especial, que tanto trabalharam para isto - apesar de tão divididas - e, de igual modo, estão de parabéns, o Bloco de Esquerda, que corajosamente levantou esta bandeira dita fracturante entre nós, os Verdes que sempre apoiaram esta causa, o PCP que acabou por a assimilar, e, enfim, o Partido Socialista, que graças ao voluntarismo do Primeiro Ministro José Sócrates, lhe deu credibilidade, para poder deixar de ser fracturante.
Infelizmente, nem todos perceberam isso, inclusivé muitos republicanos e laicos, pelo que constatamos que há ainda uma longa luta a travar depois desta mudança crucial. Os fantasmas e as realidades homofóbicas que saíram à luz, por todo o país, mostram as dificuldades que muitos portugueses têm em lidar com a Diversidade, quer como valor ético, quer como valor social, republicano, democrático, cultural, e até gerador de riqueza económica.
O Governo, os Poderes Locais têm de se voltar para este aspecto redutor da nossa cultura, para implementar a aceitação da Diversidade, não tanto como vector de tolerância, mas como valor Democrático, de Cidadania e de Igualdade.
Passemos agora ao Vidas Alternativas.
Começa com a enfermeira Ana Campos Reis, da Santa Casa da Misericórdia que nos alerta para a problemática do HIV sempre presente, e crescente em Portugal. Depois é a vez de falarmos com o militante de base da causa palestiniana, Raul Mesquita, que nos fala dos problemas quotidianos que os palestinianos enfrentam nos territórios ocupados.
Seguimos a conversar com Júlia (coutinho) a propósito do seu blogue as Causas da Júlia, e escolhemos duas, entre tantas: o mau trato dos animais, e a recuperação da memória daqueles que anonimamente lutaram durante o fascismo, pela implantaçao da Liberdade que agora usufruimos.
Fechamos o programa com Renato Epifânio, da revista Nova Águia (agora no 6º numero), uma revista cultural para o século XXI, defensora do projecto da lusofonia, uma ideia integrativa e cultural a abraçar por todos os falantes da língua portuguesa.
Esperemos que gostem deste Vidas Alternativas, e a todos desejamos um bom ano 2010.
Antonio Serzedelo-editor
www.vidasalternativas.eu
Ps.continuamos à espera das vossas críticas e comentários.
anser2@gmail.com
Publicado: 11 / Janeiro / 2010 | Categoria(s): Geral, Desenvolvimento, Direitos Humanos, Democracia, Cultura.
Comentários: 1
Comentários
Comment de anber
Data e hora: Janeiro 12, 2010, 11:41 am
Parabéns organizações GLBT, parabéns António Serzedelo.
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